segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Um ponto de vista
É um texto do blog do jornalista Leandro Fortes (Brasília, eu vi): Adeus, FHC.
Vale a pena!
Confere um trecho:
"Agora, às portas do esquecimento, escondido no quarto dos fundos pelos tucanos, como um parente esclerosado de quem a família passou do orgulho à vergonha, FHC decidiu recorrer à maconha".
Leia!
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Ironia...
O que eu acho mais engraçado disso tudo é um país conservador como o Brasil ter tido um presidente ateu, a favor da legalização da maconha e que, além de ter um filho fora do casamento, já não vivia com a mulher há algum tempo. Tudo o que os marqueteiros dos partidos tentam ao máximo esconder (e conseguiram, no caso de FHC).
Porque no Brasil ser ateu é pior do que ser gay (é verdade! há pesquisas) e político que quer ganhar a eleição tem que posar de pai de família, mesmo que a sua já não exista há muito tempo. Quanto à maconha, não vou nem entrar em detalhes: estamos no país em que tudo bem encher a cara todo fim de semana, mas maconha é coisa do diabo!
Vou deixar claro, para o caso de algum leitor mais desatento não perceber a ironia: claro que pouco me importa se o FH pulou a cerca ou não, e nunca ninguém vai me ouvir falar de "moral e bons costumes"... A questão aqui é que há dois pesos e duas medidas. Ou alguém se esqueceu do estardalhaço que a mídia fez no caso dos filhos (fora do casamento) do Lula e do Renan Calheiros?
Falando sério: fizeram um esforço danado pra esse cara ser presidente, não?
---
Gente, eu acho o Paulo Henrique Amorim um tanto caricato (se bem que seu continuasse a desenvolver essa história daqui a pouco estaria falando no PiG - Partido da Imprensa Golpista, hehe) mas vou colocar um link do blog dele que mostra a capa da Revista Caros Amigos sobre o filho do FH - revista de 10 anos atrás! Lembro de ter lido essa revista, e fuçando na internet descobri que o PHA disponibilizou a capa em seu blog. Vejam aqui.
OBS: Quando eu tiver mais de 70 vou fazer como o FH, e falar tudo o que eu quiser. me aguentem! hahaha
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Se falta inspiração...
Os tempos são outros. Mas a sensação é a mesma...
.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
O Dia da Consciência Negra
Bom, mas como eu já passei por aqui mesmo, vou registrar a minha opinião a respeito de um assunto que andou circulando aqui em Goiânia – o feriado do Dia da Consciência Negra. Não sei se os leitores de outros lugares ouviram a mesma coisa, ou como está a discussão em outros estados, mas aqui deu pano pra manga.
O fato é que (como esperado) o pessoal do comércio gritou assim que foi decretado feriado municipal no dia 20 de novembro. O Ministério Público então entrou com uma ação de inconstitucionalidade, pedra que meu amigo Leonardo Rezio já tinha cantado – segundo ele, bacharel em Direito, o município não pode decretar mais de dois feriados, e Goiânia já tem os dois: o aniversário da cidade e o dia da padroeira.
Bom, já que tá na lei, o feriado não passou, e todos trabalharemos normalmente na próxima sexta-feira. Até aí, tudo bem.
O problema foram as conversas que ouvi nesses dias. Cada argumento de fazer corar um general nazista... O pior era o “Ah, então deveria haver o dia do branco”. ... Gente, pra começar, não é comemorado o “dia do negro” no dia 20 de novembro. É o Dia da Consciência Negra, em que se lembra de Zumbi de Palmares – um mártir e um dos primeiros líderes dos negros brasileiros contra a opressão do europeu. Pois é: o cristianismo tem um mártir, comemoramos o dia dele, qual o problema de lembrar do mártir dos negros?
Outra coisa: em algum momento da História os brancos foram oprimidos por serem brancos? Pois os negros foram oprimidos por serem negros por séculos. E as marcas dessa opressão são vistas até hoje.
Tem aqueles também que falam que as pessoas vão é fazer churrasco no feriado. Eu pergunto: qual o problema? E qual a diferença pro feriado de 12 de outubro, dia da padroeira do Brasil? Por acaso ninguém no país fez churrasco? Foi todo mundo pra igreja? Pois é.
Eu acho uma pena. Ia ser bonito: o movimento negro ia fazer sua festa, a imprensa ia fazer reportagens especiais sobre o negro no Brasil, o pessoal ia fazer churrasco e eu ia dormir até meio-dia. Mas fazer o quê, não é?
Tudo bem ser contra, minha gente. Mas argumentem com bom senso. Não fiquem repetindo bobagem por aí!
Abraços a todos!
terça-feira, 3 de novembro de 2009
A mudança já começou
Agora que os brasileiros podem comprar o Kindle - leitor de livros eletrônicos da Amazon, a maior livraria do mundo – e que o Google anunciou sua entrada no mundo dos livros digitais, a discussão sobre a morte dos livros de papel foi retomada. Estaríamos vivendo os últimos momentos do livro como o conhecemos hoje? É o adeus às estantes abarrotadas, ao cheiro de papel novo, aos livros surrados dos quais não temos coragem de nos desfazer?
Paulo Coelho, o brasileiro que mais vendeu livros em todo o mundo, entrou na discussão. “Os copistas dos mosteiros não gostaram quando Gutenberg veio com a imprensa. Acharam que os livros impressos não reproduziriam a beleza das iluminuras feitas à mão. Depois todo mundo se acostumou. É o que acontece hoje com o livro impresso. O caminho digital é sem volta. A mudança já aconteceu. Quem não adotar a nova tecnologia vai ficar tão antigo quanto os monges medievais”, declarou em entrevista à Revista Época.
A professora Suely Aquino, do curso de biblioteconomia da Faculdade de Comunicação e Biblioteconomia da UFG, faz uma analogia parecida. “Imagina se os homens da caverna dissessem: ‘não, não queremos abrir mão das nossas pinturas, vamos continuar nos comunicando assim’. Não teríamos evoluído!”, compara a professora.
Engraçado notar essa resistência que as pessoas tem pelo novo. (E o que mais me impressiona: vejo resistência da parte de pessoas muito jovens!) Mudar velhos hábitos é difícil para a maioria. E como crescemos com a experiência sensorial do livro – essa do cheiro do papel novo, do livro surrado – parece difícil desapegar desse objeto que nos acompanhou até hoje.
Eu proponho que olhemos para as possibilidades. Pensar em um livro e poder tê-lo disponível em 60 segundos, por meio do sistema de compras virtual da loja? Carregar, em um só aparelho, cerca de 1.500 arquivos? Guardar na bolsa, levar pra qualquer canto? É o sonho de qualquer consumidor voraz de livros.
Bom, como disse o mago, a mudança já aconteceu. Não que você a partir de hoje nunca mais vá comprar um livro de papel, mesmo porque o tal aparelho está com um preço bem salgado – cerca de 1000 reais, já somando taxas e tarifas de importação. Mas já existem notícias de leitores nacionais, que provavelmente popularizarão o hábito de se ler um livro digital. E daqui a alguns anos, você estará nostalgicamente contando a seus netos que, no seu tempo, esperava com ansiedade que o livro chegasse pelo correio, para então abri-lo e sentir aquele cheirinho de papel novo...
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Trecho
David Gilmor, no livro "O Clube do filme".

